O início de 2026 tem sido marcado por indignação para muitos moradores de Santo André. O motivo? O atraso na entrega dos carnês do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), uma falha de gestão que atinge diretamente o planejamento financeiro das famílias andreenses.
O desconto que virou prejuízo
Um dos pontos mais graves dessa desorganização é a perda do desconto de 10% para o pagamento em cota única. Em um cenário econômico onde a inflação acumulada gira em torno de 5% ao ano, abrir mão de um desconto de dois dígitos é um golpe duro no orçamento do contribuinte. O atraso pode custar o benefício para grande parte da população.
Erros no levantamento e falta de transparência
A origem do problema parece estar em um estudo contratado pela Prefeitura para medir as áreas construídas dos imóveis da cidade. Recebemos informações internas de que esse levantamento foi entregue com diversos defeitos e inconsistências. Essa falha técnica gerou um “efeito dominó”:
- Atraso na confecção dos documentos;
- Erros nos valores lançados;
- Logística de entrega comprometida.
Embora a gestão municipal tente atribuir a culpa à greve dos Correios, isso não é verdade: a movimentação dos trabalhadores já acabou e os Correios informaram que os materiais que ficaram paralisados em função da greve já foram entregues. O que houve foi falha de planejamento e execução por parte da Prefeitura.
O rosto do descaso nas filas da Prefeitura
O resultado dessa desordem pode ser visto na Praça de Atendimento, no subsolo do prédio da Prefeitura de Santo André. O espaço tem ficado superlotado. O que mais preocupa é ver a quantidade de idosos enfrentando filas intermináveis para tentar garantir um direito que deveria ser automático: o de pagar seus impostos de forma justa e sem atropelos.
Nosso compromisso
Não podemos aceitar que a população pague o pato pela falta de planejamento. Exigimos que a Prefeitura de Santo André reveja seus mecanismos de emissão e, principalmente, garanta que nenhum cidadão seja punido com a perda de descontos por um erro que não foi seu.
O mandato segue fiscalizando e cobrando que o levantamento das áreas construídas e a logística dos tributos sejam feitos com a antecedência e o respeito que o povo de Santo André merece.