O Corredor Cultural de Santo André foi idealizado no ano 2000, durante a gestão do então prefeito Celso Daniel. 

O projeto integra espaços históricos e culturais no centro da cidade, como a Casa do Olhar Luiz Sacilotto, a Casa da Palavra Mário de Andrade, a Concha Acústica da praça do Carmo, o calçadão da Oliveira Lima, com a Escultura Concreção 0005 de Luiz Sacilotto, o Cine Theatro de Variedades Carlos Gomes e o Museu Santo André dr. Octaviano Armando Gaiarsa. Compõem ainda este projeto a estação de trem Celso Daniel e o paço municipal de Santo André. 

O corredor tem como objetivo a revitalização da vida na região central, uma vez que conecta prédios históricos importantes e traça um caminho por onde as pessoas possam passear, aprender sobre a cidade e também aproveitar o comércio. 

Casa do Olhar Luiz Sacilotto – construída em meados da década 1920, foi desapropriada em 1968 e oficialmente inaugurada em 1992, como equipamento dedicado ao estudo e difusão das artes visuais. Recebeu o nome do artista andreense Luiz Sacilotto em 2003. 

Casa da Palavra Mário Quintana – é um espaço dedicado à programação cultural ligada à linguagem escrita e falada. Criada em 1992, local foi reformado na década de 1920. Passou um longo período dos últimos anos fechada.  

Concha Acústica praça do Carmo – abriga expressões artísticas e culturais de todo tipo. Destaque para o Sarau da Consciência e para a Batalha da Palavra, ações espontâneas da juventude andreense. Foi ameaçada de aterramento nos últimos, o que não se concretizou a partir da mobilização dos usuários do local e produtores culturais. 

Oliveira Lima – em formato de calçadão, aberto apenas para pedestres, abriga lojas e comércios ao longo dos cerca de 500 metros de extensão. O local conta com a obra Concreção 0005, do artista concreto andreense Luiz Sacilotto, na altura do Quitandinha. 

Cine Theatro de Variedades Carlos Gomes – inaugurado pelo italiano Vicenzo Arnaldi em 1912, com capacidade para 800 pessoas, com estilo arquitetônico neoclássico. Fechado em 1987 e desapropriado em 1991, por pressão popular. Ficou fechado por vários anos, até que foi iniciada uma reforma em 2011. Foi tombado pelo Condephaapasa em 1992.

Museu Santo André dr. Octaviano Armando Gaiarsa – projetado pelo arquiteto José Van Humbeeck, foi a primeira grande escola pública do Grande ABC, inaugurada em 1918. Tombado pelo Condephaapasa em 1990. Fechado há anos e atualmente passando por reforma. Preserva um acervo de 70 mil peças, entre fotos, mapas, móveis e objetos. 

Centro Cívico – inaugurado em 8 de abril de 1969, é o paço municipal de Santo André. Projetado pelo arquiteto Rino Levi, com paisagismo de Burle Marx, abriga os três poderes municipais (executivo, legislativo e judiciário), além do teatro municipal Maestro Flávio Florence e a biblioteca Nair Lacerda. Tombado pelo Condephaat em 2013. 

O projeto é organizado em três patamares, vencendo o desnível do terreno e acomodando o conjunto de maneira a proporcionar acessos independentes. Seu piso em pedras portuguesas tem grafismo também desenvolvido por Burle Marx. Abriga o Monumento ao Trabalhador, de Tomie Ohtake.  

Estação Prefeito Celso Daniel – antiga estação de trem, inaugurada em 1867, que marca o início do crescimento da cidade.